Miso Studio

Estúdio de criação, investigação, difusão, gravação, edição e electrónica em tempo real

O Miso Studio, fundado em 1995, é um estúdio independente para a criação, produção e difusão musicais, investigação e desenvolvimento da música electrónica e outras criações pluridisciplinares assistidas por computador. 

Em primeiro lugar o seu objectivo é apoiar várias áreas da criação e produção musicais ligadas à tecnologia e em segundo plano desenvolver projectos de investigação e desenvolvimento incluindo a implementação pontual de software e de hardware.

Directamente associadas ao Miso Studio, estão várias outras iniciativas da Miso Music Portugal, nomeadamente:

Em 2005 vem juntar-se ao estúdio principal, um segundo estúdio designado por Laboratório Electroacústico de Criação (LEC) que oferece residências de criação a compositores portugueses e estrangeiros. A criação do LEC veio iniciar um conjunto de parcerias com estúdios estrangeiros no sentido de oferecer parte das residências disponíveis em colaboração com essas entidades.

a) Relativamente ao apoio que o Miso Studio presta ao festival Música Viva refira-se em primeiro lugar a investigação conduzida e consequentemente o desenvolvimento de software que permitiu que em 1995 fosse criada a primeira “Orquestra de Altifalantes” portuguesa e que teve a sua estreia no Festival Música Viva desse mesmo ano. A Orquestra de Altifalantes desenvolvida pelo Miso Studio é hoje um instrumento de difusão sonora de excelência, reconhecido internacionalmente.
Em segundo lugar refira-se o apoio prestado pelo Miso Studio na elaboração e preparação das partes electrónicas sobre suporte ou em tempo real de numerosas obras apresentadas no Festival Música Viva, seja de jovens compositores em início de carreira seja de compositores afirmados tais como Emmanuel Nunes, Clotilde Rosa, Cândido Lima, Enrique X. Macías, Isabel Soveral, João Rafel, Pedro Amaral, Pedro Rebelo, Miguel Azguime, Tiago Cutileiro, Bruno Gabirro, etc.
Finalmente o Miso Studio assegura toda a parte tecnológica do Festival Música Viva, em termos de difusão das obras electrónicas multicanais, das obras electroacústicas sobre suporte e das obras mistas com electrónica em tempo real.

b) No que respeita ao projecto editorial Miso Records, o Miso Studio tem assegurado as gravações, “editing”, masterização e produção de um número apreciável de CDs, que incluem CDs monográficos de diversos autores tais como Constança Capdeville, Enrique X. Macías, Miguel Azguime, Christopher Bochmann, etc.. e compilações diversas nomeadamente com as obras do premiados dos concursos de composição electroacústica Música Viva, Sond'Ar-te Electric Ensemble, Quarteto de Cordas de Matosinhos,...

c) Referindo a colaboração com o Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa, o Miso Studio tem assegurado o arquivo de um número importante de gravações de obras de compositores portugueses, algumas delas já de carácter histórico, procedendo não só à digitalização e preservação das gravações mas também preparando-as para disponibilização de fragmentos a título exemplificativo através da internet ou por solicitação de programadores e promotores estrangeiros, no sentido de divulgar a música portuguesa.

d) A dotação técnica e a experiência acumuladas ao longo de cerca de 20 anos de actividade do Miso Studio, são hoje o garante para uma oferta de qualidade na área pedagógica que cruza música e tecnologia e nesta medida o Miso Studio assegura o apoio técnico necessário a todas as iniciativas pedagógicas da Miso Music Portugal, dos cursos de informática musical às masterclasses de composição proferidos por professores de renome portugueses e estrangeiros (Tomás Henriques, António Ferreira, André Sier, Miguel Azguime, António de Sousa Dias, Cort Lippe, Trevor Wishart,  Simon Emmerson, André Bartetzki, Barry Truax, Agostino Di Scipio, Eduardo Reck Miranda, Claude Cadoz, Morton Subotnick, Jean-Claude Risset, François Bayle, John Chowning entre muitos outros).

e) Uma das principais actividades do Miso Studio tem sido a preparação das partes electrónicas (difusão, processamento e espacialização controlados por computador) de um número significativo de obras mistas (i.e. obras que combinam instrumentos acústicos e meios electrónicos) incluindo obras que integram elementos multimédia tais como vídeo, automação de iluminação, sensores vários para interacção em tempo real, etc.
À preparação das partes electrónicas, seguem-se os ensaios e os concertos, para o quais o Miso Studio assegura não só a assistência informática-musical mas também todo o sistema de sonorização. Para este tipo de função o Miso Studio desenvolveu uma unidade móvel com a qual tem circulado um pouco por todo o mundo, das Américas ao Japão, passando por quase toda a Europa, circulação que inclui colaborações com numerosos maestros, solistas e agrupamentos nacionais e estrangeiros, entre os quais:
Mark Foster, Tsun Yeh, Renato Rivolta, Stefan Asbury, Joahnnes Kalitzke, Dominique My, Rolf Gupta, Peter Rundel, Olivier Cuendet, Laurent Cuniot, Frank Ollu, Guillaume Bourgogne, Jean-Sébastien Béreau, Petter Sundkvist, Jorge Mata, Pedro Amaral, Pedro Pinto Figueiredo, Pierre Strauch, Alain Damiens, Alain Neveux, Jean-Marie Cottet, Xing Rufeng, Gao Yonping, Miguel Azguime, Paula Azguime, Robert Glassburner, Franziska Schroeder, Nuno Pinto, Ana Telles, Ensemble Recherche, Ensemble Aventure, Ensemble Intercontemporain, Ensemble Hua Xia, London Sinfonietta, l’Autre Trio, Smith Quartet, Remix Ensemble, Miso Ensemble, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Ensemble 20/21, Sond'Ar-te Electric Ensemble, Smith Quartet, Quarteto de Cordas de Matosinhos, NEO Norrbotten, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Nacional do Porto, Orchestrutopica, Coro Gulbenkian, Singcircle, Coro Infanto-Juvenil da Universidade de Lisboa, entre muitos outros.

O Miso Studio é o estúdio permanente do Sond'Ar-te Electric Ensemble.

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