Poesia Sonora

Aliar a composição de texto à composição musical, compor palavra e música na mesma instância, reinventar as relações entre o semântico e o fonético, colocar lado a lado a palavra sentido e a palavra som, desenvolver um estado de integração entre poema e música, longe da ilustração ou subordinação de uma forma de expressão pela outra.

Não é pôr acaso que existem as expressões "compor um poema" ou "compor um texto", pois toda a poesia, desde os primórdios, tem em certo sentido um fundamento fonético e sonoro. Os espectáculos de Poesia Sonora do Miso Ensemble fazem referência a estas qualidades inerentes da criação poética, assim como às criações pioneiras deste género pelos Futuristas e Dadaistas da primeira metade do século XX, contribuindo para a sua continuidade e aproveitando os mais recentes desenvolvimentos tecnológicos no domínio da música electroacústica e da video-arte.

Por entre numerosos poemas/composições musicais criados por Miguel Azguime com a cumplicidade de Paula Azguime no que à composição vídeo diz respeito, No Sítio do Tempo, O Ar do Texto Opera a Forma do Som Interior e Epigramas da Arte são 3 espectáculos em que as palavras constituem um material sonoro único, partituras vibrantes de emoção e carga dramática, performances totalmente originais. O primeiro constitui uma ficção mítica sonora e visual em torno da cidade de Lisboa, o segundo é um monodrama em torno da palavra (da palavra sentido e da palavra som) e do acto de criar (tendo dado origem ao Itinerário do Sal), enquanto o terceiro é uma deprecação em nome da Arte, uma súplica para invocar a sua importância e urgência nestes tempos de profunda crise civilizacional e filosófica.

Se tiver interesse em programar algumas destas propostas, não hesite em contactar-nos. Os nossos contactos encontram-se abaixo, no rodapé.

FaLang translation system by Faboba