José Luís Ferreira

O José Luís foi um amigo desinteressado, um parceiro de todos os momentos, um cúmplice, um compositor curioso e generoso desde que o conhecemos no Festival Música Viva, em 1999 tinha ele 26 anos. Fica a música portuguesa mais pobre pela inexistência das inúmeras obras que não teve tempo de compor, ficamos nós carentes pela sua ausência. 

José Luís Ferreira, deixou-nos!

José Luís Ferreira foi um compositor do seu tempo: questionando e respondendo aos desafios da contemporaneidade, desenvolvendo uma parte substancial da sua linguagem musical em estreita relação com a tecnologia, operando uma pesquisa estética inquieta e consequente, afirmando a sua liberdade de criador num exercício pleno da responsabilidade do papel que soube assumir.

A sua ação pedagógica também foi da maior relevância e foi um amigo extremamente generoso para todos aqueles que guiou e acompanhou.

A sua cumplicidade com a Miso Music Portugal data desde os seus tempos de estudante na Escola Superior de Música de Lisboa onde posteriormente passou a lecionar, tendo sido numerosas as parcerias que motivou entre as duas instituições, nomeadamente através do recente Laboratório de Música Mista da ESML.

Iguais relações privilegiadas manteve com o Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa, editor de uma parte substancial das suas obras.

A sua partida precoce deixa-nos um vazio muito grande.

Miguel Azguime

O José Luís foi um amigo desinteressado, um parceiro de todos os momentos, um cúmplice, um compositor curioso e generoso desde que o conhecemos no Festival Música Viva, em 1999 tinha ele 26 anos. Fica a música portuguesa mais pobre pela inexistência das inúmeras obras que não teve tempo de compor, ficamos nós carentes pela sua ausência. 

Paula Azguime

 

JOSÉ LUÍS FERREIRA (1973-2018) Na madrugada de 26 de Fevereiro deixou-nos José Luís Ferreira - compositor dedicado essencialmente à criação musical mista e electroacústica, com o qual a Miso Music Portugal e o Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa mantinham relações privilegiadas. O seu primeiro contacto com a música deu-se com “Beethoven e os fados da Amália” como dizia. Depois, José Luís Ferreira estudou Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, sob a orientação de Christopher Bochmann, António Pinho Vargas e António de Sousa Dias, sendo o último compositor o orientador da sua tese de Doutoramento na área: Música mista e sistemas de relações dinâmicas. Paralelamente ao Curso de Composição, José Luís Ferreira assistiu a seminários e workshops de diversos compositores, como: Emmanuel Nunes, Jean-Claude Risset, John Chowning, Per Anders Nilsson e Trevor Wishart, entre muitos outros. Na sua prática de composição José Luís Ferreira assumia como referência compositores como Gérard Grisey, Salvatore Sciarrino e Helmut Lachenmann, cujo trabalho tem características intrinsecamente sonoras. "Sendo um compositor de música electroacústica mista (…), é-me essencial entender como funciona o fenómeno sonoro. É a tal «massa» com que inicialmente pretendemos lidar quando escrevemos «a» primeira nota numa partitura (…)" - disse José Luís Ferreira na entrevista dada ao MIC.PT  em Novembro de 2013.

 

 

 

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