Miso Ensemble - Imprensa

 
Extractos de Imprensa - Miso Ensemble - "Itinerário do Sal"

“Trata-se de um espectáculo admirável e sedutor, algures xamanista, louco, entre o sal, o sol e o sul... Colocado sob as luzes da ribalta, os destinatários privilegiados, agradecem.”
Jorge Listopad, Jornal de Letras, 22/04/2008

“O autor actor e músico Miguel Azguime, funde modelações vocais, mímica, gestos e as suas “projecções” no vídeo e electrónica ao vivo. As possibilidades do autor nesta produção histérica e fisiológica espantam, tornando-se um excelente “material” para as transformações electrónicas.”
Asta Andrikonyte, 2006

“Depois desta experiência, talvez o espectador se pergunte sobre o seu género: será música electroacústica? Poesia sonora? Teatro musical, arte performativa, ópera multimédia? Ou será antes todas estas hipóteses juntas?”
“Ultrapassar barreiras de grandes disciplinas estabelecidas é uma das características marcantes da poética de Azguime. É ele o autor dos versos, recita-os e interpreta a música composta de proliferações rítmicas de sons, palavras e gestos. (...) Parece teatro, mas não é.”
Jelena Novak, e-volucija, nº14, 2007

“Durante uma hora Miguel Azguime apresenta-nos uma mistura de vídeo e sons vocais processados, acrescentando uma camada de picante imprevisibilidade a um esquema de eventos sensoriais variados, detalhadamente planeados e de conteúdo convincente.”
“A electrónica ao vivo é conduzida com graça quase dançante. Ao centro de tudo isto, e magistralmente imergido, está o próprio Azguime. De olhar arregalado para a câmara, rabisca sobre uma mesa, transfigurado num desenho animado, trajado de um branco reflector face à câmara, é ele o objecto projectado e a tela de projecção.”“Nesta ópera multimédia, (...), a tecnologia e a linguagem são brinquedos de igual e infinito fascínio.”
Andrew Johnstone, Review on The Irish Times, 28/04/2007

Itinerário do Sal, de Miguel Azguime, é um exemplo da hibridez intermédia tornada possível pela actual tecnologia digital. Os sons ligeiramente diferidos que saem da boca do actor/autor tentam ser simultaneamente o resultado dos movimentos corporais, isto é, aquilo que poderíamos referir como a música da voz ou a poesia da voz, e a notação desses movimentos. É como se o som escrevesse o próprio som. O mesmo se poderia dizer da escrita: os traços traçam a sua própria possibilidade enquanto forma escrita.”
Manuel Portela – blog TAGV Coimbra, 16/02/2007

“Na sua essência, a linguagem não faz sentido. Ela não é mais do que uma sucessão de sons, tão natural como o barulho do vento no trigo ou o crepitar dos grãos numa montanha de sal. É com uma coerência fora do comum que o Miso Ensemble segue este princípio na sua ópera multimédia “Itinerário do Sal”. É inimaginável um prelúdio mais prometedor do que este para o festival Europa em Cena, o encontro de teatro luso-alemão da Studiobühne.”
“Através de uma performance genial, Azguime eleva a sua arte para um outro patamar totalmente diferente. Aqui tudo se torna Arte da “prestidigitação. Movimentando os lábios de forma artística, o actor solta frases sobre o “autor ausente” (que comicamente se encontra no palco) em cascatas de som. Não se pode dizer que este autor esteja “no meio do silêncio”, no “contexto de estar calado”; ele cacareja e ronrona, ele parte com os dentes e ladra até romper a própria palavra até que ela se dissolve em prazer, mas também em terror. O abismo da loucura torna-se visível por detrás do vazio transparente das palavras.”
“(… ) Azguime oferece Jandl sob ectasy, em transe digital da velocidade. Com cabos ligados por todo o corpo, apoiado por três técnicos, ele torna visíveis as suas ruínas de palavras em tempo real, e passa-as na forma de letras chamejantes e flutuantes num ecrã gigante. Só o brilhantismo da técnica, a perfeição e a originalidade dos desabamentos ópticos e acústicos já fazem desta representação de uma hora um espectáculo a ver.”
Von Oliver Cech – Kolner Stadt-Anzeiger, 12/03/2007 - Tradução do alemão Beatriz Medeiros da Silva 

"Aliando uma presença cénica de rara intensidade a uma incrível virtuosidade no tratamento electrónico das imagens e dos sons, Miguel Azguime absorve-nos para o interior de um turbilhão de imaginação infatigável, para o labirinto de uma invenção de cada instante: grandes planos do sentido, de palavras, de sons, de gestos, de situações, de posturas. Difundido a partir de um dispositivo que circunda o público, o som toma conta do espaço, enquanto que a imagem projectada sobre múltiplos ecrãs se torna volume e território. Em palco, Miguel Azguime conduz o público a um ritmo alucinante, num acto de loucura, de espanto, de emoção."
Bertrand Dubedout 04/04/2006 Festival Mira

 

Extractos de Imprensa - Miso Ensemble - "O Ar do Texto Opera a Forma do Som Interior"

"O Ar do Texto Opera a Forma do Som Interior" é um misto de poesia sonora e teatro musical, que recorre à electrónica em tempo real.
Usando as palavras do autor, trata-se de um recital em torno da "palavra-sentido" e da "palavra-som". Compositor, percussionista e poeta, Azguime assume as funções de actor, músico e declamador numa curiosa reflexão sobre o acto criativo e interpretivo. Quebram-se as barreiras entre essas várias formas de expressão, a música é pretexto do texto, a poesia torna-se música, o gesto de escrever é entendido como gesto instrumental (portanto musical)... Ao longo de uma extensa "performance" somos confrontados com os dilemas da criação, a ausência de inspiração ou o processo que dá origem às ideias na mente do autor (literário ou musical). Aos sons produzidos ao vivo por Azguime vem juntar-se um eficaz sistema electroacústico de transformação e difusão sonora do qual emerge uma apelativa dimensão lúdica, sobretudo na forma como os instrumentos (voz, percussão, caneta, papel) são utilizados como extensão do corpo e projecção do som da palavra. Para além de ser das mais fecundas experiências de "performance" músico/teatral que nos tem sido dada a ouvir no actual panorama da música portuguesa, o espectáculo é também um óptimo exemplo de comunicabilidade, um aspecto tantas vezes ausente da criação contemporânea."
Cristina Fernandes - in Público

"LA MEMORIA DEL GESTO"
"Todo negro. El hombre de sólo las manos cruzadas alumbrado. Los rincones murmuran, pronuncian palabras, se agigantan en su lujuria oscura que corre por detrás de las nucas . El espacio susurra como estrellas cuya luz es habla." Mmmm".Palabra:"som. Verso : "No silencio da presença do autor ausente". El enjambre de órbitas sonoras teje y deja dentro público, adultos perfumados, niños boquiabiertos". El hombre de las mános alumbradas exige silencio. Da por terminado el prólogo de un mazazo.
Estamos contemplando un insólito espectáculo de la mejor Ars sonora portuguesa. Un acontecimiento cultural representándose en la penumbra inmensa. Tengo que callar. El hombre me mira. Mi pensamiento es muy ruidoso. En el silencio hay una jungla. El universo está organizándose, brota absolutamente de la atenta escucha. El autor toma la pluma, trae a sí la inspiración, escribe en un gesto entrecortado de vigores procreadores. No puede creerse lo que escuchamos. Las niñas giran su cabeza en todas direcciones, giran sus cabezas ensartadas en el trazo invisible y torrencial. Música e ilusionismo. El autor compone garabateando en una genial concentración de elementos. La música es el gesto del significado.
"O ar do texto opera a forma do som interior", prosigue. El libreto es una superposición de poemas propios del que Miguel Azguime extrae la savia reminiscente del son. "Interésame más las operaciones sobre los sonidos que los conceptos" me dice al terminar la función. Sin embargo, su montaje es un discurso estético, además de un recital poético. Es concierto, además, de ello, en la dimensión sonora. El lo llama integración de lo semántico con lo fonético. Mete la cabeza en un cubo metálico, declama "A ausencia perdura..." La música es el eco de una belleza ignota. "A nata! A fina flor! A quinta essencia!". Percute con las manos sobre una mesa. Hace de sus labios, de sus carrillos, de su risa, del pecho arañado por la tos, fronda extensión clamorosa del universo. Si su cuerpo le da manos para pellizcar las arpas sutiles de las esencias, su ser es el dibujo tarareado de un perfume. Al ponerse de pie contemplamos un hombre con baquetas revolviendo en el ritmo. Es un hombre vivaz, de estatura media y ojos empapados en risa. 
Las cincuenta personas que hemos tenido el privilegio de admirarlo aplaudimos obligándole a salir a saludar hasta tres veces. Las palmadas, decididas pero desacompasadas, prolongan su espectáculo, le desafían entorpeciendo el paso descalzo del silencio.
Alicia Sánchez, directora de este espacio de estudio y creación que es el Teatro del Mundo y que ha tenido la gentileza de abrirse a Escena Contemporánea en esta su IV edición, han hecho posible el milagro de una noche de arte destilado".
Juan Garcia d'Atri - Diario de Alcala

 

Extractos de Imprensa - Miso Ensemble - duo de flauta e percussão

“A dupla AZGUIME mais uma vez confirmando o dom superior de musicalidade viva e expressiva.”
“Mensagem estética de imaginação livre, mas de invejável coerência...Universo sonoro em que a liberdade e ordem superior se conseguem sem exibicionismos superficiais.”
“Pensar e modelar os sons como quem os desenha, pinta ou esculpe é a lição de composição e execução do MISO ENSEMBLE.”
"Miguel Azguime foi prodigioso, e pode ser considerado um dos maiores percussionistas da actualidade.”
“Quem os viu e ouviu não mais os esquecerá. Indiscritível sempre o prodígio.”
José Blanc de Portugal - in Diário de Notícias

“Ouvir o Miso Ensemble, é fazer sucumbir inexoravelmente o nosso cepticismo ao apelo irresistível das suas propostas musicais e à força com que nos são despertados os sentidos pela resposta imediata à intensidade das imagens e das emoções postas em jogo…O poder de comunicação tem sido sempre uma constante da sua música que continua a evidenciar a mesma proximidade em relação ao auditor, o mesmo pulsar de organismo vivo, a mesma riqueza e seriedade de uma linguagem musical transfigurada em cores, imagens e ambiências várias."
Miguel Ângelo Ribeiro - in Independente

“O Miso Ensemble tem traçado uma trajectória exemplar no panorama da música contemporânea nacionai, unindo nos seus trabalhos de composição, a beleza do gesto instrumental com a variedade e o intresse dos ambientes, por meio de uma utilização inteligente e sensível da electrónica.”
Virgílio Melo - in Público

“O panorama da música contemporânea em Portugal tem sido marcado, desde finais dos anos oitenta, pela presença esfuziante de Miguel Azguime e do seu Miso Ensemble (...) é raro observar-se uma interacção tão forte, e ao mesmo tempo uma diluição de fronteiras tão evidente, entre o domínio da interpretação e o domínio da composição musical. A chave desta ocorrência é o lugar central ocupado pela experimentação e pela improvisação no processo criativo do Miso Ensemble (...) uma permanente actualização conceptual (...) uma dedicação total ao desenvolvimento das potencialidades artísticas da percussão; e um raro talento musical (...) a sensação que mais insistentemente se desprende da música de Miguel e Paula Azguime é a de um tempo em permanente construção, e que nessa mesma construção nos agarra e, sem se deter, nos conduz."
Manuel Pedro Ferreira – in Público

"O Miso Ensemble, duo formado por Paula e Miguel Azguime, confi rma o seu valor (...) É o coroar de uma dedicação exaustiva, que perdura há 18 anos e que hoje se traduz num apuramento estético, técnico e poético de elevado reconhecimento."
Maria Hernandez – in Magazine Artes

“O caminho do MISO ENSEMBLE é um dos mais difíceis, quando vivemos num mundo onde tudo se encontra compartimentado e etiquetado. É a isso mesmo que eles escapam e com uma grande qualidade.”
Constança Capdeville - in O Diário

“Quem pode esquecer-se da prestação do MISO ENSEMBLE que se resumiu apenas à excelência?”
in Notícias da Amadora

“A música do MISO ENSEMBLE é uma experiência instrumental e emocional riquíssima... Sol tão incandescente o imaginado pelos dois AZGUIMES.”
Miguel Cunha - in Sete

“Sinais misteriosos à procura de um sentir celestial. No MISO ENSEMBLE encontra-se mais do que se procura.”
Fernando Sobral - in Semanário

“...caracteristicas únicas, mesmo inovadoras.....O MISO ENSEMBLE é um projecto de valor indiscutível.”
Miguel Sobral Cid - in Expresso

“O melhor da música contemporânea que se pratica em Portugal. Sopro, ar, luz, terra, amor, guerra, madeira, trabalho, metal,vida”
in Blitz

“Os Miso Ensemble fi guram entre os mais representativos grupos da Nova Música Portuguesa. Compositores-intérpretes com uma filosofia muito própria, uma actividade ímpar e prolífi ca, que inclui participações nalguns dos mais importantes eventos de música contemporânea; tendo creditado uma ampla aceitação pública e por parte da crítica exigente(…)”
Jorge Lima Barreto - in Jornal de Letras

os Miso Ensemble (… )”são senhores de um dom superior de musicalidade onde o improviso e a ecumenicidade se mostram em jeito electroacústico ímpar (…) São os mais inspirados cultores nacionais de um tipo de música de imaginação livre e ordem superior. Um grupo que vive um projecto de valor indiscutível e que sempre nos revelará um indiscritível prodígio. A não perder por nada deste mundo.”
in Terras da Beira

(…)” nunca sei o que escrever sobre uma musica que me toca profundamente(…)Um dia disseram-me «se não sabes teorizar sobre um género musical, deixa que as emoções falem». Aprendi. Sei agora que posso dizer que o concerto dos Miso Ensemble foi mais uma demonstração de que a música dita difícil pode ser ouvida com o mesmo prazer que um disco dos Joy Division.”
António Pires - in Blitz

“Os Miso Ensemble são um talentoso duo de compositores/instrumentalistas, já com apreciavel currículo, fruto de zeloso e interessado trabalho como espaço de criação.”
“(…) Neste concerto, os Miso Ensemble exibiram os seus dotes de criadores e intérpretes, mostrando-se virtuosos instrumentalistas e arrebatando o publico com a sua arte”
“(…) este concerto dos Miso Ensemble no II Cistermúsica foi mesmo um encanto para o ouvido, uma coisa do outro mundo, e porque não dizê-lo, um momento musical a fazer história na história dos concertos ao vivo em Alcobaça.”
José Alberto Vasco – in Voz de Alcobaça

"O percurso do duo formado por Paula e Miguel Azguime constitui um exemplo único no campo da música dita contemporânea portuguesa. (...) A qualidade do seu trabalho tem sido comprovada nos meios da música electroacústica e contemporânea não só portuguesa como internacional (...) num país onde as manifestações culturais menos "imediatas" nem sempre são fáceis de levar a cabo, o percurso do Miso Ensemble é um verdadeiro oásis."

Jorge Pinho – in A Capital

“Talento, beleza instrumental e improvisação. O Miso Ensemble representa o que de melhor o panorama contemporâneo nacional tem para oferecer no campo da criação e da interpretação musical."
in Público

"(...) o mais original, o mais criativo e o mais inovador porta-voz da criação musical portuguesa (...)"
in O Dia

"A música dos Miso Ensemble é um exercício de escultura em som, uma exploração do som do silêncio (...)"
"Incontornáveis na nova música portuguesa, os Miso Ensemble combinam na sua arte o rigor da geometria, a poesia dos haiku japoneses, a naturalidade da àgua e a austeridade do minimalismo."
"(...) é uma exploração em dose dupla do potencial do silêncio. São objectos sonoros esculpidos sobre o vazio. (...) sensual no sentido em que estimula, desafi a, enternece, evoca emoções e imaginações."
Miguel Cunha– in Blitz

 

 

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