Sobre Nós


A Associação Cultural Miso Music Portugal, à qual em 2013 foi atribuído o estatuto de Instituição de Utilidade Pública, e em 2014 o estatuto de associação juvenil, nasceu como uma extensão do Miso Ensemble, para desenvolver e promover a criação musical contemporânea em Portugal e no mundo. Os seus fundadores e directores: Paula e Miguel Azguime (compositores, intérpretes e artistas pluri-disciplinares) desenvolvem desde a fundação do Miso Ensemble em 1985, o seu trabalho de forma incansável no campo da nova música, contribuindo de uma maneira activa para a expansão da arte contemporânea.

A filosofia muito própria da Miso Music Portugal reflecte-se no seu nome: MISO, um ingrediente tradicional da culinária japonesa feito a partir da fermentação de cereais, soja e sal, cujo simbolismo vai ao encontro de um ideal de vida, pessoal e comunitário. O MISO foi produzido pela primeira vez na Europa nos anos 80 por Paula e Miguel Azguime, segundo os processos tradicionais japoneses com uma fermentação lenta e natural, no respeito do desenvolvimento ecológico e sustentável e que se materializa simbolicamente, nas actividades musicais que a Miso Music Portugal fomenta, como um sinal de contínuo crescimento e amadurecimento, de busca de um equilíbrio. Este simbolismo propaga-se a uma série diferenciada de iniciativas que desde cedo até hoje Paula e Miguel Azguime têm vindo a edificar e que estimulam a curiosidade dos públicos pelos fenómenos do som e da música, que passam pela produção e execução de acções de difusão, acções de edição, acções pedagógicas, acções de fomento da criação e também por acções de promoção e de valorização do nosso património musical, tanto ao nível nacional como internacional num entendimento de que a Arte, livre, criadora e responsável, é propriedade fundamental e inadiável da condição humana.

Através do Centro de Investigação & Informação da Música Portuguesa, um dos seus projectos que pela sua própria natureza constitui um verdadeiro serviço público, a Miso Music Portugal incentiva e promove a pesquisa, a preservação do património e a edição na área da música portuguesa. Entre as suas várias actividades, e para além dos agrupamentos de música e teatro electroacústico que constituiu, a associação desenvolve concertos, a Temporada, o Festival Música Viva, conferências, oficinas, programas de rádio, um programa de encomendas de novas obras a compositores portugueses e actividades pedagógicas destinadas a crianças e adultos. É também de salientar a importância, na estrutura da Miso Music Portugal, da editora independente Miso Records, do programa de residências para compositores no âmbito do Laboratório Electroacústico de Criação, da integração nas mais importantes redes internacionais nesta área, assim como projectos de investigação em música e novas tecnologias (tais como o Miso Studio ou a Orquestra de Altifalantes) incluindo também parcerias com universidades portuguesas.

Paralelamente a estas numerosas actividades, Paula e Miguel Azguime, enquanto Miso Ensemble, continuam a desenvolver e a apresentar as suas criações próprias, principalmente dentro dos géneros do teatro electroacústico e ópera multimédia. Neste contexto é preciso destacar a obra Itinerário do Sal, que constitui, de certo modo, o culminar de um processo de integração entre escrita poética e escrita musical; processo este que conduziu também a uma nova forma de colaboração criativa no seio do Miso Ensemble. Esta cooperação encontrou a sua consolidação na ópera infantil A Menina Gotinha de Água, e na ópera A Laugh to Cry, um teatro metafísico que se desenvolve na orla entre o sonho e realidade, em que a música de Miguel Azguime e a encenação de Paula Azguime coexistem de uma forma verdadeiramente simbiótica.

Assinalando em 2015 30 anos de actividade, a Miso Music Portugal têm dado um contributo indelével no fomento da criação musical, assegurando investigação e preservação do património musical, contribuindo para o conhecimento e melhorando a divulgação de uma música que merece ser melhor identificada, reconhecida e fruída, uma música que se faz aqui e agora, e cuja invenção reflecte o homem contemporâneo na sua capacidade de evolução.

A arte que se faz hoje e agora é uma aposta para o futuro, sendo, juntamente com a investigação científica, um dos únicos garantes da nossa identidade e da nossa capacidade para dar resposta aos desafios do presente. É um caminho 
que inexoravelmente os verdadeiros artistas têm de desbravar (sem concessões nem condicionalismos de mercado) e percorrer, numa extraordinária e imensa  generosidade. É por isso preciso lutar por eles e defendê-los.

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